
Filipe Feijão passou várias temporadas na Córtex Frontal entre abril e julho de 2026. A partir de Arraiolos, percorreu o Alentejo Central para conhecer o barro da região, os seus solos, a paisagem do montado e os vestígios megalíticos.
Visitou sítios arqueológicos, oleiros em São Pedro do Corval, Redondo, Vidigueira e Beringel, e produtores de vinho de talha. No atelier da Córtex Frontal produziu as primeiras peças em cerâmica, ainda em cru.
Exposição
Os resultados serão apresentados numa exposição em Arraiolos, em 2027.
Sobre o projeto
Terra, Matéria Crua é um projeto sobre os solos de Arraiolos, Gondomar, Açores e Istambul, vistos como arquivo de tempo, cultura e ecologia. Junta artistas, geólogos, artesãos e o público de cada lugar, com exposições nos Açores, em Arraiolos e em Gondomar e um encontro internacional no Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende.
Biografia
Filipe Feijão nasceu em Sarcelles, França, em 1975, e vive em Caldas da Rainha. Trabalha sobretudo em escultura, instalação e no próprio espaço de trabalho, com projetos de longa duração, muitas vezes apresentados como trabalho em curso. Usa objetos invulgares, artefactos perdidos e materiais orgânicos e inorgânicos, e aborda temas como corpo e matéria, vida e morte, natureza e cultura. Expôs no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, no Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, na Zaratan, no Centro de Artes de Sines e na Galleria Collicaligreggi, e participou em dois projetos coletivos na Galeria Quadrado Azul, A Gruta e Mãos Negativas.









